Caminhoneiro faz fretes há mais de 46 anos com o mesmo caminhão em Bodoquena.
Valdir da Croa ao lado de seu Chevrolet D60.
Todos em Bodoquena o conhecem como Valdir da Croa, mas o nome de registro é Valdir Dias de Carvalho, filho de José Hermenegildo de Carvalho, mais conhecido como Zequinha da Croa, que já faleceu, de quem herdou o apelido de Croa.
Sua mãe é a senhora Aladi Dias de Assis, que está viva até hoje e reside com uma filha em Maracaju - MS.
Valdir da Croa é casado com Joventina Júlia de Carvalho, com quem teve 3 filhos.
Ele é um personagem simples e carismático que, além do transporte, também dedicou uma parte de sua vida à música.
Durante nossa entrevista, ele lembrou que venceu dois festivais na cidade e animava eventos quando era mais jovem.
Toda a história de vida de Valdir renderia um bom livro, mas uma das páginas marcantes de sua história em Bodoquena foi construída com seu amigo inseparável, o caminhão D60 da Chevrolet, que o acompanha desde 1977, ano em que Mato Grosso do Sul se tornou um estado e Bodoquena ainda era um distrito de Miranda.
Valdir adquiriu o caminhão do senhor Felix Vilhalva, um comerciante corumbaense.
Naquela época, Valdir da Croa iniciou sua trajetória como caminhoneiro, transportando bananas produzidas na Morraria do Sul, hoje Distrito de Bodoquena.
Valdir nos contou que chegava a fazer duas viagens por mês, lotadas de bananas até o município de Corumbá, e que toda a mercadoria era vendida em poucas horas para os comerciantes de Corumbá e da Bolívia, país vizinho.
Já nos anos oitenta, com a diminuição da produção de banana no município, ele mudou o foco.
Com o surgimento do Assentamento Canaã, no então novo município de Bodoquena, começou a transportar materiais de construção.
Ele afirma que nessa época ganhou muito dinheiro, pois levava material para os assentados e trazia palanques e postes que os assentados vendiam para os fazendeiros da região.
Valdir nos conta que até hoje vive do transporte, mas que hoje faz pequenos fretes e mudanças dentro da cidade.
No entanto, ele fala com orgulho de seu parceiro, o D60, que teve sua época de ouro no início da formação da cidade.
O caminhão não era utilizado apenas para o transporte de cargas, mas também para transportar passageiros em festas como o Santo Reis, comícios e jogos de futebol nos campeonatos que ocorriam na cidade.
Naquela época, seu caminhão era um dos poucos veículos existentes no Campão, hoje Bodoquena.
Será que Valdir da Croa já fez algum transporte para você? Fica a nossa pergunta.