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Como aglomerar é rotina em frigoríficos, trabalhadores querem reduzir produção

Por Izabela Sanchez Fonte: Campo Grande News
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Equipe do grupo JBS em imagem pré-covid que mostra quantidade de funcionários em apenas 1 setor. (Foto: Divulgação)

Isolar é impossível e aglomerar é a regra. Assim é a rotina na cadeia da carne, um dos segmentos mais pujantes de Mato Grosso do Sul e por onde o novo coronavírus tem se espalhado e instalado transmissão comunitária nas cidades com frigoríficos. Com milhares de trabalhadores em todo o Estado, o setor virou “cidade sem quarentena” onde a produção está a todo vapor e o contato com gente de fora é constante.

A Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Mato Grosso do Sul fala em 16 mil trabalhadores em Campo Grande, Dourados, Sidrolândia, Terenos, Aquidauana, Naviraí, Nova Andradina, Bataguassu, Paranaíba e Três Lagoas. Só em Dourados, onde uma trabalhadora indígena da planta da JBS espalhou contágio dentro e fora da empresa, a região representa 10 mil desse total de empregados.

'Ela (fábrica) mata 2,1 mil cabeças por dia, ela roda mais de cento e poucos por hora. Se não for um trabalhando do lado do outro com rapidez, não tem como produzir', afirma o presidente da Federação, Wilson Gimenes Gregório, que representa trabalhadores de 15 empresas em 20 frigoríficos. Em uma grande empresa como a JBS, por exemplo, são, em média, 10 setores, do curral do gado ao embarque dos produtos já embalados, prontos para deixarem o estado e o país.  

'Começa pelo curral, vem o abate, miúdos, triparia, bucharia, couro, desossa, carregamento, caixaria (a montagem das caixas que vai para embalagem), embalagens - que fica quase junto com a desossa -, depois que separa vai para esse setor de embarque´, explica o presidente da Federação, que trabalha em unidade da JBS em Campo Grande, na saída para Sidrolândia.

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