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Tereza Cristina critica protecionismo e cita Manoel de Barros em reunião

Por Jones Mário e Silvia Frias, enviada a Bonito Fonte: Campo Grande News
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Tereza Cristina é a anfitriã do encontro, realizado no EcoSesi, em Bonito (Foto: Paulo Francis)

Anfitriã da 9ª Reunião dos Ministros da Agricultura do Brics, realizada no EcoSesi de Bonito, Tereza Cristina abriu o encontro com críticas ao protecionismo de países desenvolvidos no comércio agrícola.

Sem “dar nome aos bois”, a ministra disse que tal política ameaça a viabilidade de uma revolução verde em países emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, representados na agenda realizada na cidade turística.

Em discurso de abertura, Tereza Cristina disparou que o protecionismo de nações desenvolvidas expõe países em desenvolvimento “à competição injusta de bens subsidiados” e nega “acesso a mercados consumidores importantes”.

A ministra sul-mato-grossense defendeu comércio agrícola “de fato livre e justo”, a fim de permitir “disseminação de melhoria das condições no campo, onde está concentrada a maior parte da pobreza no mundo”.

A representante do Brasil na reunião aproveitou para destacar o fomento à inovação na agricultura, o que, segundo ela, foi a base do sucesso do modelo brasileiro. “É justamente esse vetor de desenvolvimento que se encontra hoje sob ameaça das práticas, talvez até bem-intencionadas, mas com amplos efeitos nocivos, de alguns países ricos”, acusou.

Tereza Cristina culpou nações desenvolvidas por abandono da ciência na regulação e comércio de alimentos e desinformação de consumidores, o que prejudica “o desenvolvimento dos mais pobres; o acesso democrático a alimentos de qualidade; e a preservação do meio ambiente”.

“Um sistema global regulado apenas em benefício de alguns países ricos não é do interesse dos produtores e consumidores de alimentos em todo o mundo – e também não é do interesse do Brasil”, completou a ministra.

Manoel de Barros – A fala de abertura do encontro foi finalizada com uma citação ao poeta Manoel de Barros, um dos mais aclamados entre os contemporâneos e que morreu em 2014, em Campo Grande.

“A importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós”, citou. A frase foi retirada do poema “Sobre Importâncias”, do livro Memórias Inventadas: a segunda infância”.

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