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Tarifa dos EUA tem impacto menor do que o esperado para o agronegócio de Mato Grosso do Sul

Por Arsenio Martins e Chrystian Martins Fonte: Famasul
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O agronegócio de Mato Grosso do Sul deverá sofrer um impacto menor do que o inicialmente previsto com a nova tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. A avaliação é da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), que analisou os efeitos da medida sobre as exportações do Estado.

Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso do Sul para o mercado norte-americano, a carne bovina, considerada o principal item da pauta, ficou fora da cobrança adicional. Também foram incluídos na lista de exceções produtos como madeira, tilápia e couros, reduzindo os possíveis efeitos da medida sobre o comércio exterior sul-mato-grossense.

A análise realizada pela Famasul teve como base informações técnicas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo a entidade, a decisão final do governo norte-americano foi mais favorável ao agronegócio brasileiro do que o cenário inicialmente projetado.

Os Estados Unidos representam aproximadamente 5% das exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul. A China, por outro lado, é o principal destino dos produtos do setor, concentrando 52,2% das vendas externas realizadas pelo Estado.

No cenário nacional, a CNA aponta que cerca de 63,5% do valor das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos permaneceu fora da tarifa adicional após a ampliação da lista de exceções.

Apesar disso, produtos como açúcar e etanol continuam sujeitos à cobrança, mantendo impactos específicos para alguns segmentos do setor agropecuário.

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