Aos 78 anos, Tereza é uma bodoquenense guerreira que nunca temeu dificuldades e enfrenta a vida com coragem
Hoje, contaremos aqui a história de Ernestina Oliveira Moura, nascida no dia 7 de novembro de 1947, na cidade de Xique-Xique, no estado da Bahia.
Um fato curioso é que a nossa personagem de hoje é bastante conhecida em Bodoquena, mas, se procurarem por Ernestina, dificilmente alguém saberia dizer quem é. Então, vamos chamá-la de Tereza, como todos a conhecem.
Dona Tereza é filha de José Ciague Moura (conhecido como Zé da Verdade) e Isabel Gonçalves de Oliveira. Em 1956, seus pais deixaram o estado da Bahia, fazendo morada por pouco tempo em São Paulo.
Já em 1957, seus pais vieram para o Campão, hoje Bodoquena. Ao chegar ao pequeno povoado, encontraram algumas famílias como: Pedro Demétrio, José Neto, Pedro Simão, entre outras.
Tereza ainda era muito jovem nessa época, mas guarda na memória as dificuldades, como a falta de água encanada e de luz elétrica. Lembra também que isso não os impedia de ter momentos de lazer, como participar das festas tradicionais: São João, São Pedro, entre outras.
Deixando a infância de lado, chegamos a 1966, quando se casou com Adão do Espírito Santo e tiveram três filhos. No entanto, em 1970, o esposo saiu de casa para fazer um tratamento médico na cidade de Rio Negro e nunca mais voltou ou deu notícias.
Tereza contou à equipe do Aqui é Destaque que ficou morando com os pais e cuidando dos três filhos pequenos na região do Taquarussu, hoje na saída de Bodoquena para Miranda, Mato Grosso do Sul.
No ano de 1973, juntamente com os pais, mudou-se para o distrito de Morraria do Sul para tentar uma vida nova, pois, na época, o distrito oferecia muitas oportunidades de trabalho. Em 1976, casou-se novamente e teve mais dois filhos; porém, em 1978, aconteceu a segunda separação.
Contudo, ela não se abateu e foi à luta: trabalhou muito na roça para cuidar dos cinco filhos. Hoje, com muito orgulho, vê todos criados e trilhando o sucesso, cuidando de suas famílias e seguindo seus exemplos de bravura e de honestidade.
Mesmo com todas as dificuldades que passou, ela se diz uma pessoa realizada.
Um dos fatos marcantes que destaca foi quando teve que atravessar o rio Miranda numa canoa furada e as inúmeras caminhadas a pé pelos trieiros até a cidade de Miranda.
Ernestina, ou Dona Tereza, como é conhecida, vive até hoje no distrito de Morraria do Sul, em Bodoquena, e é admirada por todos que a conhecem.
E você, já teve a oportunidade de conhecê-la ou conhece alguém com uma história parecida? Deixe aqui seu comentário!