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Com alegria contagiante, Dona Elzinha, aos 79 anos, gosta de fazer amigos em Bodoquena

Por Arsênio Martins/ Chrystian Martins Fonte: Aqui é Destaque
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Isso mesmo, hoje vamos contar a história de uma pessoa alto astral.

Falaremos dela, Dona Elzinha, como é conhecida em Bodoquena.

O nome dela é Elza Braga de Oliveira, ela nasceu em 19 de março de 1945, na cidade de Nova Independência, SP.

Dona Elzinha disse que veio para Bodoquena com 8 anos de idade e que nunca mais quis se mudar daqui.

Aqui ela é feliz porque construiu família e conquistou amigos.

Elzinha se casou no ano de 1967 com Nelson Oliveira e juntos tiveram 4 filhos.

Dona Elza disse que teve uma vida difícil no início.

Teve que trabalhar na roça, como todas as pessoas da sua época.

Quando se casou, a cidade ainda era um distrito e a infraestrutura era precária: não tinha água encanada, luz elétrica, e a maioria das coisas tinha que buscar em outra cidade.

Médicos então não tinha, quando ficavam doentes, tinham que buscar socorro na farmácia da Dona Amélia e do Seu Ilson Bento.

Ela disse: "Eles eram nossos médicos."

Nos anos 70, Elzinha trabalhou por 6 meses como professora na escola João Pedro Pedrossian a convite do Diretor Aristides João Teixeira.

Nessa época, ela também era aluna do período noturno, porém, no ano seguinte, não pôde continuar porque estava grávida e decidiu parar.

Mas como gostava da educação, montou uma sala de aula em sua casa, onde dava aula de reforço e chegou a ter 15 alunos por dia, durante mais de 15 anos.

Só parou porque passou em um concurso na prefeitura municipal.

Dona Elzinha disse que foram mais 19 anos de trabalho e que só se aposentou aos 70 anos.

Quando parou de trabalhar e chegou em casa, caiu a ficha de que estava aposentada e se sentiu tão angustiada que teve que procurar um médico, pois não se acostumava com a aposentadoria.

Porém, encontrou na fé em Deus e em Nossa Senhora a paz, e acabou se acostumando com a nova fase da vida.

A equipe do Aqui é Destaque perguntou a ela o que a marcou e o que a deixa feliz.

Ela respondeu: "Viver. Foi uma vida maravilhosa que eu nem vi passar. Sempre tive a liberdade de ir para as festas. Meu marido não gosta de dançar, mas nunca me proibiu. Às vezes, eu ia à festa e ele ficava dormindo e cuidando das crianças. Mas nunca bebi e nunca faltei com respeito a ele. Ele sabe que eu sou assim: feliz, gosto de conversar e fazer amizades."

Ela disse que também ficou gravado em sua memória quando seu amigo Nilson a convidou, junto com o marido e vários amigos, para montarem um grupo de dança da 3ª Idade.

"Foi uma época maravilhosa. Pena que acabou. Sinto falta, foi muito bom."

Realmente, a música e a dança fazem parte da vida de Dona Elzinha.

Ela disse que passou o gosto da dança aos filhos e aos netos, e que também ensinou os filhos a tocar violão e a cantar.

Ela também fez questão de dizer que amanhã, dia 26, quarta-feira, estará na quermesse na festa da padroeira e vai dançar pelo menos uma música.

Você conhece Dona Elzinha ou conhece alguém com tanta disposição e alegria na sua cidade?
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