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Albino Ramos, o homem do campo que virou comerciante, e que por mais de 42 anos viu muita gente chegar ou dar adeus em Bodoquena

Por Arsênio Martins/ Chrystian Martins Fonte: Aqui é Destaque
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Hoje vamos contar a história de uma pessoa que ajudou a escrever a história de Bodoquena, como trabalhador do campo, motorista de ônibus e comerciante de sucesso.

Estamos falando de Albino Ramos da Silva, que nasceu Mirandense no antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 28 de agosto de 1944.

Viveu toda sua infância em Miranda, mas também viveu na região de Bonito, mais precisamente na região da Fazenda Ressaca e Boi Preto.

No ano de 1963, Albino foi de Maria Fumaça servir o exército em Corumbá, naquela época era o principal meio de transporte na região.

No ano de 1969, Albino casou-se com Anália Luísa de Carvalho Silva, com quem teve 3 filhos.

Albino lembra que, de início, veio trabalhar na fazenda de Joaquim Honório, onde fazia trabalhos no campo.

Lembra bem da época em que emprestava dois bois carreiro da senhora Asmira, que era vizinha deles, para poder transportar os mantimentos que produzia na fazenda.

Após esse período, se tornou motorista de ônibus e fazia a linha de Morraria do Sul. Depois de Morraria do Sul linha Campão-Miranda.

No ano de 1966, decidiu virar comerciante, mas sua inscrição no CNPJ só saiu em 7 de julho de 1977.

O Bar do Albino, como ficou conhecido, funcionou por mais de 42 anos sob sua administração.

O Bar do Albino era uma espécie de mercearia onde era possível encontrar desde uma cerveja gelada, numa época em que não existia energia elétrica e o freezer era a gás, como também encontrar ferramentas como foice, machado e produtos alimentícios.

Albino falou que foi uma época de ouro, pois seu bar também funcionava como ponto de ônibus, para quem chegava ou partia de Bodoquena.

Ele disse que não ficou rico, mas que naquela época ganhava dinheiro a rodo.

Nós, do Aqui é Destaque, perguntamos a ele quais são as principais lembranças do tempo em que trabalhou como motorista de ônibus e como comerciante.

De motorista, ele disse que o que marcou bastante eram as dificuldades de dirigir numa época em que as estradas não eram pavimentadas e, muitas vezes, o ônibus atolava e quebrava, e os passageiros tinham que ficar na estrada.

Já no bar, foram épocas de boas lembranças, de muitas amizades que fez, e as brigas que alguns fregueses faziam no bar.

Sem citar nomes, lembrou de que houve vezes em que quebraram até taco de sinuca na cabeça de parceiros e outras brigas que ele prefere nem lembrar.

Albino falou que, na época da construção da fábrica de cimento, Bodoquena tinha 4 horários de ônibus, que saíam para Campo Grande ida e volta, sempre partindo ou chegando em seu bar, e que também tem grandes lembranças dessa época.

E você, conhece o senhor Albino, ou já passou pelo Bar do Albino?
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