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Os noivos morreram ou não no acidente que deu nome à Serra das 3 Cruzes em Bodoquena?

Por Arsênio Martins / Chrystian Martins Fonte: Aqui e Destaque
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Fotos: Arsênio Martins

Com o passar dos anos, parte de uma história pode ser perdida e contada de forma errada sem que haja essa intenção.

A equipe do Aqui é Destaque decidiu investigar quem de fato morreu no acidente que deu nome à Serra das 3 Cruzes na MS-339 em Bodoquena.

Além deste acidente histórico no início da década de 70, que acabou vitimando várias pessoas.

Era comum que ocorressem acidentes nesse local devido à serra íngreme e sem pavimentação.

Em algum momento da história, as pessoas começaram a contar que um casal de noivos morreu em um acidente na serra no dia do casamento.

O casamento ocorreu em Miranda no dia 8 de maio de 1971, e se deslocavam para comemorar o matrimônio junto com os convidados na região conhecida como Escondido, no Distrito Dr. Arnaldo Estevão de Figueiredo, mais conhecido como Campão.

No início da noite, o caminhão que transportava os noivos e os convidados perdeu o controle na serra, tombando e matando uma pessoa no local, Juares Pereira de Alencar.

Outra vítima, Ana Tereza de Jesus, foi socorrida e morreu logo em seguida na estrada próximo ao quartel Betione, também conhecido como Remonta.

A terceira pessoa a morrer foi Crispin da Silva Mudo, que faleceu sete dias após em um hospital em Aquidauana.

Uma quarta pessoa morreu por complicações deste acidente algum tempo depois, buscando atendimento no estado de São Paulo, conhecido como Zé Grande.

Os noivos sobreviveram ao acidente. São eles José Valdez de Alencar e Antônia da Silva Mudo.

O casal de noivos ficou aproximadamente dois anos morando em Escondido (Bodoquena), e em 4 de setembro de 73, a família Alencar mudou-se para Mato Grosso, na cidade de Pontes e Lacerda.

Na mudança, foram o casal - José Valderez de Alencar e esposa Antônia da Silva Mudo, Raimundo Pereira de Alencar (Pai), Dauria Isabel do Nascimento (Mãe), e os filhos Jose Pereira de Alencar, Maria Valdiva de Alencar, Valdeir Pereira de Alencar, Antônio Pereira de Alencar, Rosalva Pereira de Alencar, Arnaldo Pereira de Alencar e Cleidia Aparecida de Alencar.

Este trecho da estrada só deixou de causar acidentes e vítimas fatais quando foi pavimentado no governo de Reinaldo Azambuja e entregue à população em dezembro de 2019, dia em que o governador visitou o local.

Foram investidos R$ 5,7 milhões, pavimentando 1,7 km de uma estrada extremamente perigosa.

As informações desta matéria foram coletadas com a irmã da vítima do acidente, que também estava no caminhão, Maria Izabel de Alencar, que mora até hoje em Bodoquena, e nos contou que só foi saber da morte do irmão, Juares, vários dias depois ainda internada em Aquidauana.

Você conhecia esta história ou conheceu alguém que estava neste acidente?

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