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Seu Tatá, o padeiro que ninguém esquece em Bodoquena e que fez mais de 18 mil kg de pão

Por Arsênio Martins / Chrystian Martins Fonte: Aqui e Destaque
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Foto: Chrystian Martins - Eulina Teixeira de Oliveira e Wagner Waver de Oliveira, o Tatá

Toda cidade tem alguém que todos se lembram, pode passar o tempo que passar; em Bodoquena, temos várias pessoas assim, mas sem sombra de dúvida, seu Tatá é uma dessas pessoas.

Wagner Waver de Oliveira, o Tatá, é o padeiro que por mais anos trabalhou em Bodoquena, iniciando suas atividades em 1968 e encerrando as atividades em 1999.

Tatá contou à equipe do "Aqui é Destaque" que nasceu em Araçatuba, SP, e veio para Campo Grande servir ao Exército.

Nessa mesma época, seu pai veio para Campão junto com um fazendeiro que trabalhava em SP.

O fazendeiro não comprou as terras, e seu pai decidiu ficar aqui, comprando, inicialmente, uma propriedade à beira do rio Betione.

Terras que futuramente vendeu para adquirir o forno, no qual trabalhou por vários anos e que até hoje encontra-se montado, junto com todos equipamentos de padaria, em sua antiga padaria, que mesmo sem atividade, encontra-se montada no centro da cidade de Bodoquena.

Tatá se casou com a senhora Eulina Teixeira de Oliveira em 1974. Tiveram dois filhos: Vagner, professor em um município vizinho, e Valkiria, que trabalha em um restaurante na França.

Seu Tatá é um dos fundadores de Bodoquena.

Além da atividade como padeiro, é proprietário de um sítio, onde também produziu feijão, arroz, milho e outros cultivares, com destaque para o feijão que era vendido para comerciantes de São Paulo e Rio de Janeiro, que nos anos 70, 80 e início de 90, vinham atrás da grande produção de feijão que era feita fora de época de colheita em comparação com a produção de São Paulo e Rio De Janeiro.

Se formos contar toda a história de sucesso deste personagem, precisaríamos de um livro com muitas páginas.

Destacamos a grande dedicação à panificação por mais de trinta anos, o que aos 85 anos lhe rendeu alguns problemas de saúde, mas é um homem feliz e realizado ao lado de sua esposa Eulina, que o ajudou em sua padaria e que, além disso, era professora e exerceu a profissão por vários anos.

Pra finalizar, Seu Tatá nos contou que no início fazia os pães de forma manual; a mecanização só aconteceu em 1973.

A especialidade era o pão francês e o pão doce.

Ele também disse que no início ia até Aquidauana em busca da matéria-prima e que só com o passar dos anos surgiram os primeiros fornecedores no Campão, antigo Distrito onde hoje é Bodoquena.

Em uma conta simples, com a informação de que ele fazia, em média, 75 kg de trigo por dia e que, na época da construção e da instalação da fábrica de cimento na cidade, sua produção dobrou, nós chegamos à conclusão de que ele produziu mais de 18 mil quilos de pão durante suas atividades.

E você já comeu o pão que o seu Tatá fazia ou na sua cidade também teve um padeiro inesquecível? Deixe seu comentário!

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