Após 6 anos, júri popular será fim da espera de mãe que perdeu "menino de ouro"
Dona de casa conserva pertences do filho querido (Foto: Marcos Maluf)
A dona de casa Marisilva Moreira da Silva, 50, vive há mais de seis anos esperando pela quinta-feira (30). É o dia em que irá a júri popular a dupla suspeita de violentar seu filho adolescente e depois matá-lo. O caso chocou na época por ser consequência de uma “brincadeira” de mau gosto entre pessoas que trabalhavam em um lava jato, no Bairro Pioneiros, em Campo Grande. Wesner Moreira da Silva tinha 17 anos e trabalhava informalmente lavando carros no local, quando morreu por ter uma mangueira de compressão de ar introduzida em seu ânus.
O rapaz ficou internado na Santa Casa da Capital, onde foi a óbito por ruptura do esôfago e choque hipovolêmico por hemorragia torácica aguda maciça, em 14 de fevereiro de 2017. Marisilva é só saudade do menino, que trabalhava para ajudar a família a atravessar um momento difícil. O pai tratava um câncer na próstata e havia perdido um benefício na empresa onde estava empregado, o que apertou as despesas em casa.
Mesmo sem ter atingido a maioridade, Wesner ficou sabendo que precisavam de alguém no lava jato e aceitou a vaga, vendo ali uma oportunidade de ajudar os pais. “Ele era a minha ‘rapinha’ do tacho, meu amigo em tudo e não queria que faltasse nada em casa. Eu cuidava muito dele e ele falava que ia cuidar de mim quando eu ficasse mais velha. Era um menino bom e carinhoso, que me ajudava em tudo. Faz muita falta.
Não tem um dia que não lembro dele”, declarou a mãe, inconsolável. Menino de ouro - Em cima da cama, Marisilva espalhou objetos e roupas que pertenceram a ele em conversa com o Campo Grande News.