Trem que descarrilou e matou mulher pertence à empresa boliviana
O trem que descarrilou em Corumbá, causando o acidente que matou a professora Elida Aparecida de Campos, de 44 anos, pertence à empresa Ferrovia Oriental, da Bolívia, e saiu de “terminal de transbordo de terceiros”, ou seja, que não pertence a Rumo, concessionária da ferrovia em MS.
“Aparentemente os vagões correram do terminal de transbordo de terceiros e dois deles atingiram veículos em uma passagem em nível em Corumbá (MS). Os vagões não estavam atrelados a nenhum trem da Concessionária”, diz a nota divulgada pela própria Rumo.
A empresa informou ainda que um comitê foi formado para investigar as causas do acidente. Elida estava em um veículo Ford Fox que foi atingido por um dos seis vagões que teriam se soltado no terminal de transbordo ferroviário, próximo ao cruzamento da Avenida Gaturama com a Rui Barbosa, no Bairro Centro América.
Os vagões “atropelaram” outros dois carros e uma moto. Os ocupantes sofreram escoriações leves. A professora morreu na Santa Casa de Corumbá após ser resgatada inconsciente pelo Corpo de Bombeiros. Os militares tiveram de usar um desencarcerador. Ela foi levada em estado grave para o hospital e não resistiu a cirurgia.
Após o acidente, quatro dos vagões ainda seguiram pelo trilho e pararam a cerca de dois quilômetros do acidente, na Rua Gonçalves Dias, entre a Luiz Feitosa Rodrigues e Firmo de Matos, no Bairro Aeroporto, segundo o site Diário Corumbaense.ato Grosso do Sul.