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Com produção de 150 mil mudas, viveiro é maternidade verde da cidade

Por Aline dos Santos Fonte: Campo Grande News
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Na maternidade do Viveiro Municipal Flora do Cerrado, não se exige silêncio, mas é necessário atenção: há vidas a nascer. Da área de sete mil metros quadrados, no Jardim Pacaembu, sai a produção anual de até 150 mil mudas que vai se espalhar em flores, folhas, sombras e sementes por Campo Grande.

Nascido no Tocantins, ainda na época que o território era Goiás, o viveirista Antônio Andrade, um declarado apaixonado pelo ipê amarelo, conta que o processo começa com a coleta de sementes.

A germinação acontece na estufa, com providencial chuva artificial para driblar a estiagem do Outono. As sementes ficam por lá de 7 a 45 dias, a depender da espécie. Antônio diz que a estadia mais longa, nesta etapa, é a do jatobá: 45 dias. Já o ipê amarelo, de folha lisa, varia de 7 a 21 dias.

A estufa acelera o processo de germinação. Na sequência, a muda vai passando pelos setores de cultivo até chegar ao estágio do plantio em parques, praças, áreas verdes e doação para os campo-grandenses. Nesta época de frio, o cuidado é redobrado para que as mudas cheguem a tempo de colorir a Primavera, a partir de setembro. “Produz mudas de árvores frutíferas, como acerola, pitanga, caju, jabuticaba.

Essas são mais para doação. E também tem para o plantio na cidade, como a quaresmeira, magnólia, pata de vaca, saboneteira, ipê, paineira”, afirma o gerente de fiscalização de arborização e áreas verdes da Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana), Orsival Simões Júnior.

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