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Notícias 17/11/2017 às 21:29hs Com 79 mil inscritos em MS, Encceja retrata problemas na educação Brasil
Campo Grande News
Ricardo Campos Jr.
Clique para ampliar imagem Com 79 mil inscritos em MS, Encceja retrata problemas na educação Estudantes que fizeram o Enem em Campo Grande no último fim de semana (Foto: Marcos Ermínio)
Com 79.929 inscritos em Mato Grosso do Sul, o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) reflete as mazelas da educação brasileira. A principal delas, na avaliação do doutor em educação e professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Antônio Osório, é a evasão motivada por fatores socioeconômicos.

Se as faltas no próximo domingo (19) forem poucas, mais gente terá feito o Encceja do que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que contando com a taxa de abstenção teve 58,8 mil candidatos.

Essa comparação, feita excluindo-se as particularidades de cada uma das avaliações, mostra o volume de pessoas que por motivos diversos não terminaram os estudos e agora querem recuperar o tempo perdido.

“As provas são diferentes. Essa comparação mostra o baixo número de inscritos do Enem, que antes dava essa certificação. Eu achava isso muito importante e, para mim, era uma das coisas mais positivas. Você não diferenciava o que recebeu o certificado e poderia ingressar em uma universidade, tal como o que concluiu os estudos em tempo hábil”, pondera.

Por outro lado, a procura pelo Enceja, segundo ele, aponta os graves problemas do ensino, principalmente do ensino médio.

“Em média um terço dos egressos do ensino fundamental não vai para o médio. Os fatores são vários, mas a principal dela é a inserção [precoce] no mercado de trabalho por questões econômicas. Outro problema que tem influenciado bastante é a gravidez prematura”.

A busca pelo Encceja, para Osório, está atrelada ao mercado de trabalho, já que as empresas cada vez mais têm cobrado no mínimo o segundo grau para contratar funcionários.

“No estado de Mato Grosso do Sul é bastante difícil, pelo estilo de estrutura que a gente tem, fazer o ensino médio. Muita gente mora na zona rural e há precariedade no ensino. Com a reforma que começou a ser implantada esse ano [pelo Governo Federal] em Dourados é assustadora a quantidade de alunos que saíram da escola, porque agora é integral e eles trabalhavam no contraturno”, completa.

Prova - Somente para a prova de conclusão do Ensino Médio, se inscreveram mais de 60 mil pessoas em Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram 19.483 inscritos para o exame de certificação do Ensino Fundamental.

Para saber o local de prova, os candidatos devem consultar o site do Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais e Pesquisas Anísio Teixeira).

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